Passageira é acusada de atacar comissários em voo da United; pena pode chegar a 20 anos nos EUA

Passageira da United agrediu comissárias
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            Uma passageira foi acusada de agredir comissários durante um voo da United Airlines entre Milão, na Itália, e Newark, nos Estados Unidos, após a tripulação se recusar a servir mais bebidas alcoólicas. O episódio aconteceu na última terça-feira (8) e obrigou o comandante a desviar a aeronave para Bangor, no estado do Maine.

            Segundo a denúncia criminal obtida pela revista internacional People, a passageira, identificada como Kristina Kedysheva, de 37 anos, estava na primeira classe do voo United 18 e já havia consumido várias bebidas quando ficou agressiva ao ser informada de que não receberia mais álcool.

            De acordo com os documentos apresentados às autoridades, ela deixou o assento e não teria obedecido às orientações da tripulação para permanecer sentada e com o cinto afivelado. Em determinado momento, começou a filmar os comissários e foi necessário tentar contê-la com a ajuda de passageiros.

            Durante a contenção, a mulher teria resistido, mordido o pulso de uma comissária e chutado outra na região do estômago, fazendo com que a profissional caísse e machucasse o ombro. Um passageiro também relatou às autoridades que viu a mulher se aproximar da porta traseira da aeronave antes do início da confusão. Não está claro se ela tentou abrir a porta.


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            O comandante decidiu então realizar um pouso não programado no Aeroporto Internacional de Bangor. A passageira foi retirada da aeronave e detida pelas autoridades americanas. A United confirmou que o voo pousou com segurança em Bangor para lidar com uma “passageira indisciplinada”.

            Kedysheva admitiu às autoridades que havia consumido três bebidas alcoólicas, mas negou ter mordido alguém, feito ameaças ou tentado abrir a porta do avião. Ela também afirmou não se lembrar de parte do confronto.

            A passageira responde nos Estados Unidos por uma acusação de interferência com a tripulação de voo e outra de agressão. O crime federal de interferência com tripulação pode levar a uma pena de até 20 anos de prisão. A multa máxima prevista para uma pessoa física pode chegar a US$ 250 mil.

            O caso chama atenção no Brasil justamente no momento em que entraram em vigor novas regras da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para passageiros indisciplinados. Desde segunda-feira (14), a Resolução nº 800 passou a estabelecer punições administrativas mais rígidas para quem coloca a segurança ou a ordem dos voos em risco.

            No Brasil, atos graves ou gravíssimos podem resultar em multa de R$ 17.500. Nos casos mais graves, o passageiro também pode ficar proibido de utilizar o transporte aéreo regular doméstico por seis ou 12 meses. A regra prevê ainda que a companhia possa conter o passageiro, acionar a polícia e encerrar o contrato de transporte.

            A diferença é que, enquanto o caso da United envolve uma acusação criminal federal nos Estados Unidos, as novas medidas da ANAC são sanções administrativas. Isso significa que a punição aplicada pela agência brasileira não substitui eventual responsabilização criminal quando a conduta também configurar crime.

            A história da passageira da United foi publicada, entre outros veículos internacionais, pela revista People, que teve acesso à denúncia criminal apresentada às autoridades americanas.


 


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