Já eram 11h25 quando despertei (13h25 no horário de Brasília). Resolvi continuar na cama, no apartamento onde estava hospedado, próximo à Plaza de Armas.
Eu estava assistindo a vídeos no celular quando, cerca de dez minutos depois de acordar, a terra literalmente tremeu.
A sensação era de que a cama iria virar. Era algo que eu nunca tinha vivido antes e, por isso, não tinha parâmetros para lidar com aquela situação. O pânico tomou conta de mim.
Eu estava assistindo a vídeos no celular quando, cerca de dez minutos depois de acordar, a terra literalmente tremeu.
A sensação era de que a cama iria virar. Era algo que eu nunca tinha vivido antes e, por isso, não tinha parâmetros para lidar com aquela situação. O pânico tomou conta de mim.
Corri para a porta do apartamento e vi algumas pessoas embaixo do vão da porta. Apesar de hoje eu saber que esse não é considerado o local mais seguro, naquele momento era para onde algumas pessoas haviam ido.
Perguntei o que estava acontecendo e, enquanto eu ainda estava tentando entender e negar o que estava acontecendo, ouvi a resposta:
“Terremoto.”
Tudo aconteceu em questão de segundos.
No vídeo abaixo, eu respondo exatamente à pergunta que recebi: o que eu senti naquele momento? Te convido a assistir.
E, depois de viver essa experiência, também reuni algumas dicas importantes para quem viaja para destinos onde terremotos podem acontecer.
O que fazer se acontecer um terremoto durante uma viagem?
A primeira orientação é manter a calma e procurar um local seguro. Durante o tremor, afaste-se de janelas, vidros, objetos que possam cair e móveis que possam tombar. Se estiver dentro de um prédio e não houver uma saída segura, procure uma área interna previamente identificada como segura e proteja a cabeça e o pescoço. O INDECI recomenda também não utilizar elevadores durante uma situação de emergência.
Outra orientação importante é não sair correndo durante o tremor. A recomendação internacional é abaixar-se, proteger-se e segurar-se especialmente sob uma mesa ou estrutura resistente, quando disponível.
E existe uma dica que eu mesmo não tinha levado tão a sério antes dessa experiência: ter uma pequena mochila de emergência preparada.
Não precisa ser uma mochila enorme. Para quem está viajando, vale deixar em um local de fácil acesso alguns itens essenciais, como uma troca de roupa, água, algum alimento, lanterna e, principalmente, documentos importantes ou cópias deles, incluindo o passaporte. O próprio INDECI recomenda manter cópias de documentos importantes, como o passaporte, na mochila de emergência.
Depois do que aconteceu comigo em Lima, passei a olhar essa preparação de outra maneira.
A gente viaja para conhecer lugares, experimentar novas culturas e viver momentos inesquecíveis. Mas também precisa estar preparado para situações que ninguém espera viver.