ETA britânica e ETIAS europeu: confusão com autorizações de viagem pode surpreender turistas
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| Imagem criada por IA Quem planeja viajar para Londres e depois seguir para outros países da Europa precisa conhecer as diferenças entre os dois sistemas, os valores e as regras de permanência. |
Turistas que planejam viajar para a Europa precisam ficar atentos às autorizações eletrônicas de viagem e às mudanças nas regras de entrada. Os nomes parecidos ETA e ETIAS podem confundir quem está organizando as férias, principalmente os brasileiros que pretendem visitar Londres e depois seguir para destinos como Paris, na França.
O assunto ganhou destaque na imprensa britânica, incluindo o Daily Mail, que publicou um alerta de um especialista em viagens sobre o novo sistema de entrada no Reino Unido. A questão merece atenção porque as duas autorizações têm finalidades semelhantes, mas são diferentes e não substituem uma à outra.
A ETA (Electronic Travel Authorisation) é a autorização eletrônica exigida de visitantes de determinadas nacionalidades que podem viajar ao Reino Unido sem visto. Desde 25 de fevereiro de 2026, a exigência passou a ser aplicada de forma efetiva, e passageiros que precisam do documento podem ser impedidos de embarcar caso não tenham a autorização.
Em 30 de outubro de 2026, a ETA custa £ 20 e tem validade de dois anos ou até o vencimento do passaporte utilizado na solicitação, o que ocorrer primeiro. Durante esse período, permite múltiplas viagens ao Reino Unido, com permanência de até seis meses por visita, conforme as regras aplicáveis. A autorização não garante a entrada no país, que continua sujeita à decisão das autoridades de fronteira.
Já o ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) foi criado pela União Europeia para viajantes de países isentos de visto que pretendem visitar 30 países europeus abrangidos pelo sistema, incluindo França, Portugal, Espanha e Itália.
A autorização europeia terá validade de até três anos ou até o vencimento do passaporte, o que ocorrer primeiro. Ela permitirá viagens de curta duração, normalmente de até 90 dias em qualquer período de 180 dias. A taxa prevista é de € 20, com isenção de pagamento para determinados grupos, como menores de 18 anos e pessoas com mais de 70 anos.
Entretanto, há um detalhe importante: em 30 de outubro de 2026, o ETIAS ainda não está em operação e não recebe solicitações. A União Europeia não anunciou uma data definitiva para o início do sistema. Por isso, os viajantes não devem pagar por uma suposta autorização ETIAS em sites que afirmem estar emitindo o documento neste momento.
Quem vai a Londres e depois segue para a França precisa de duas autorizações?
Imagine um brasileiro que comprou passagens para passar alguns dias em Londres durante as férias e decidiu aproveitar a viagem para conhecer Paris, seguindo de trem pelo Eurostar ou de avião.
Para entrar no Reino Unido, esse viajante precisa da ETA britânica, caso não se enquadre em uma das isenções. Para a entrada na França, deverá cumprir as exigências europeias aplicáveis na data da viagem. Quando o ETIAS entrar em operação e passar a ser exigido, os viajantes brasileiros abrangidos pela regra precisarão também dessa autorização.
Portanto, ter a ETA britânica não significa estar automaticamente autorizado a entrar na França ou em outros países participantes do ETIAS. Da mesma forma, a autorização europeia não substitui a britânica.
A diferença também é importante para quem vai exclusivamente ao Reino Unido: nesse caso, a ETA é a autorização relevante para a viagem, desde que o passageiro esteja sujeito à exigência. Não é necessário solicitar o ETIAS europeu apenas para visitar Londres.
Outro ponto que merece atenção é o planejamento financeiro. A ETA é cobrada em libras esterlinas, enquanto o ETIAS terá sua taxa em euros. Além disso, os viajantes devem verificar os requisitos oficiais antes da partida, pois as regras podem mudar até a data do embarque.
Para evitar problemas, a recomendação é consultar os canais oficiais antes de comprar passagens ou iniciar a viagem. A ETA pode ser solicitada pelo site do governo britânico, enquanto as informações atualizadas sobre o ETIAS estão disponíveis no portal oficial da União Europeia.
Com nomes semelhantes, valores diferentes e regras próprias, os dois sistemas exigem atenção de quem pretende combinar o Reino Unido com outros destinos europeus. A falta de informação pode gerar gastos inesperados e complicações no planejamento das férias.
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