Power bank pega fogo em voo da KLM para Curaçao e avião retorna a Amsterdã


 


                Um voo da KLM que seguia de Amsterdã para Curaçao precisou retornar ao aeroporto de Schiphol, nos Países Baixos, depois que um power bank pegou fogo dentro da cabine e provocou danos em uma área da classe executiva.

                O incidente aconteceu na quinta-feira (17), durante o voo KL735, operado por um Boeing 777-300ER. A aeronave já estava sobre o Oceano Atlântico quando a tripulação percebeu o fogo. As chamas foram controladas pela equipe de bordo, mas, diante da situação, o comandante decidiu retornar a Amsterdã por segurança.

                A imagem divulgada após o incidente mostra marcas de queimadura e fuligem no entorno do assento e da janela, dando uma dimensão do calor provocado pelo equipamento.

                Segundo relatos publicados por veículos especializados em aviação, o power bank estaria sendo carregado no momento em que apresentou o problema. A KLM confirmou o incêndio e informou que a tripulação seguiu os procedimentos previstos para controlar a situação. A companhia também confirmou que um passageiro sofreu ferimentos leves.

                O episódio chama atenção para uma particularidade das regras da KLM. A companhia permite que passageiros levem power banks a bordo, diferentemente da ideia de que esses equipamentos seriam simplesmente proibidos nos aviões. Atualmente, são permitidos até dois por passageiro, desde que dentro dos limites estabelecidos para baterias de lítio.

                Mas existe uma condição importante: o power bank precisa permanecer com o passageiro, não pode ser colocado no compartimento superior e não pode ser usado nem carregado durante o voo. A própria KLM orienta que o equipamento permaneça sempre junto ao passageiro.

                A regra não é uma particularidade isolada da KLM. Em 2026, a orientação internacional para operadores também passou a reforçar limites para power banks e a proibição de recarregá-los durante o voo, em resposta aos riscos associados às baterias de lítio. Algumas companhias também adotaram restrições específicas ao uso desses equipamentos a bordo.

                O problema é que um equipamento permitido dentro da cabine depende, em parte, do cumprimento das regras pelo próprio passageiro. Se alguém decidir conectar o power bank a outro aparelho ou tentar recarregá-lo durante o voo, estará contrariando as determinações da companhia e poderá transformar uma bateria portátil em uma fonte de calor, fumaça e fogo dentro de uma aeronave.

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                Foi justamente isso que os relatos iniciais indicaram ter acontecido neste voo, embora a KLM não tenha confirmado publicamente todos os detalhes sobre a origem do incidente. A companhia também não confirmou a identidade do passageiro envolvido, alegando questões de privacidade. Veículos holandeses relataram que o equipamento pertenceria ao ex-presidente e CEO da KLM, Camiel Eurlings, mas a informação não foi confirmada pela empresa.

                Depois que o fogo foi controlado, o Boeing 777 retornou a Schiphol. O voo acabou se transformando em uma longa viagem de ida e volta sem chegar ao destino, e os passageiros precisaram ser reacomodados em outro voo.

                O caso também levanta uma questão para o futuro: diante de mais um incidente envolvendo uma bateria portátil dentro de uma aeronave, será que a KLM continuará permitindo que passageiros embarquem com power banks nas mesmas condições ou poderá endurecer ainda mais suas regras?

                Por enquanto, a orientação permanece clara: pode levar, mas não pode usar nem carregar durante o voo.




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