Após mais de uma década de polêmicas, Cais das Artes finalmente abre ao público em Vitória com exposição de Sebastião Salgado


 

                    Depois de mais de dez anos cercado por atrasos, paralisações, críticas e expectativas, o Cais das Artes finalmente começou a abrir suas portas ao público em Vitória. Localizado às margens da Baía de Vitória, na Enseada do Suá, o espaço cultural já nasce como um dos lugares mais comentados do Espírito Santo seja pela arquitetura monumental, pela vista privilegiada ou pela longa trajetória marcada por controvérsias.

                    Com a abertura do museu e da Praça do Cais, o complexo cultural começa agora uma nova fase: deixar de ser símbolo de obra inacabada para se transformar em um novo polo de cultura, arte e convivência urbana na capital capixaba.

    E a estreia não poderia ter sido mais simbólica. O espaço recebe atualmente a exposição “Amazônia”, do fotógrafo e fotojornalista Sebastião Salgado, uma das mostras mais importantes da fotografia contemporânea brasileira.


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                    Projetado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, um dos maiores nomes da arquitetura brasileira e vencedor do prêmio Pritzker considerado o Nobel da arquitetura o Cais das Artes começou a ser construído em 2010. A proposta era criar um grande complexo cultural à beira-mar, com teatro, museu e áreas públicas de convivência integradas à paisagem da baía.

                   Mas o projeto acabou atravessando governos, mudanças de contratos, interrupções de obras e questionamentos sobre os altos custos envolvidos. Durante anos, o espaço virou alvo de críticas e muitos capixabas chegaram a acreditar que ele jamais seria concluído.

                    Agora, porém, o cenário é diferente.

        Quem visita o Cais das Artes encontra um espaço amplo, moderno e com uma das vistas mais bonitas da Grande Vitória. Do local é possível observar cartões-postais importantes do Espírito Santo, como a Terceira Ponte, ligando Vitória à Vila Velha, além do Convento da Penha, que aparece imponente no horizonte.

        A área externa também passou a reunir food trucks, espaços de convivência e visitantes interessados não apenas na exposição, mas também na experiência de caminhar pelo novo equipamento cultural.

                A grande atração do momento é a exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado.


                    A mostra reúne mais de 200 fotografias em grande formato produzidas ao longo de anos de expedições pela floresta amazônica. Além das imagens, a experiência inclui projeções, vídeos com depoimentos de povos indígenas e trilha sonora imersiva.

                    Mais do que uma exposição fotográfica, “Amazônia” propõe uma reflexão sobre natureza, preservação ambiental e a relação entre humanidade e território.

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                Falar de Sebastião Salgado é falar de um dos maiores fotógrafos da história do Brasil.

                Nascido em Aimorés, em Minas Gerais, Salgado construiu uma carreira internacional reconhecida pela profundidade humana e social de suas imagens. 

                    Antes de se tornar fotógrafo, ele se formou em Economia, mas abandonou a profissão para se dedicar completamente à fotografia nos anos 1970.

                    Ao longo da carreira, documentou guerras, migrações, fome, trabalho humano e comunidades tradicionais em diferentes partes do mundo. Seus registros se tornaram conhecidos pelo forte contraste em preto e branco, pela composição cuidadosa e pela capacidade de transformar fotografia documental em arte.



                                Entre seus trabalhos mais conhecidos estão “Trabalhadores”, “Êxodos”, “Gênesis” e “Amazônia”.

                    Seu trabalho já foi exibido nos principais museus e galerias do planeta, além de render importantes premiações internacionais. Mais do que fotógrafo, Sebastião Salgado se tornou uma referência mundial em fotojornalismo e documentação social.

                        Outro ponto importante de sua trajetória é o Instituto Terra, projeto ambiental criado ao lado de Lélia Wanick Salgado. A iniciativa foi responsável pela recuperação de uma grande área degradada de Mata Atlântica em Minas Gerais, transformando a região em referência de reflorestamento e preservação ambiental.

                        A presença de “Amazônia” no Cais das Artes também marca um momento simbólico para Vitória. Um espaço que passou anos abandonado agora recebe uma exposição que convida o público justamente a desacelerar, observar e refletir.

                        Mesmo com a inauguração parcial, o Cais das Artes ainda divide opiniões. Há quem veja o complexo como um novo cartão-postal do Espírito Santo e um avanço importante para a cultura capixaba. Outros continuam criticando os anos de atraso e os custos milionários da obra.

                        Ainda assim, a movimentação de visitantes mostra que o espaço já começou a despertar a curiosidade do público.

Serviço

Exposição “Amazônia” — Sebastião Salgado

📍 Local: Cais das Artes — Rua Judite Maria Tovar Varejão, s/n, Enseada do Suá, Vitória (ES)

🕒 Funcionamento: quinta a domingo, das 10h às 18h

🎟️ Entrada gratuita

⚠️ Os ingressos devem ser retirados antecipadamente no site oficial do Cais das Artes.

🌐 Site oficial: www.caisdasartes.com.br

📅 Exposição em cartaz até junho de 2026

👨‍👩‍👧 Classificação livre



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