Voo para Tel Aviv aciona protocolo de segurança após alerta gerado por rede Wi-Fi a bordo


 

                        Um voo comercial que seguia de Londres para Tel Aviv terminou sob escolta militar e com passageiros submetidos a revista rigorosa após um alerta de possível ameaça terrorista a bordo. O motivo, no entanto, foi inesperado: o nome de um ponto de Wi-Fi exibido como mensagem suspeita no celular de um passageiro. A alteração teria sido feita por uma criança, sem que os pais percebessem, mas bastou para acionar protocolos de segurança considerados entre os mais rígidos do mundo.

                        O episódio ocorreu no último domingo (8), em uma aeronave da companhia aérea europeia Wizz Air. Durante o voo, um passageiro identificou na lista de redes disponíveis um nome associado a terrorismo e comunicou a tripulação. Diante da gravidade potencial, os procedimentos internacionais de segurança foram imediatamente ativados, e o caso foi tratado como ameaça real até a verificação completa.

   


                        Autoridades israelenses enviaram caças para acompanhar a aeronave até o espaço aéreo de Tel Aviv. O avião chegou a realizar voltas sobre o Mar Mediterrâneo enquanto as equipes avaliavam o risco. Ao pousar, passageiros e bagagens passaram por inspeção minuciosa, com a participação de forças de segurança e cães farejadores. Após a checagem, foi constatado que não havia artefato explosivo ou qualquer ameaça concreta.

                      A investigação inicial apontou que o nome do Wi-Fi havia sido alterado por uma criança utilizando o celular dos pais. Apesar da ausência de intenção criminosa, o incidente gerou forte repercussão e reforçou o nível de alerta que envolve voos com destino a Israel, país que mantém protocolos antiterrorismo extremamente rigorosos devido ao histórico de ameaças e conflitos na região.

                    Especialistas em aviação destacam que qualquer referência a bombas, ataques ou termos relacionados a terrorismo dentro de uma aeronave é tratada com máxima seriedade em qualquer parte do mundo. Em rotas consideradas sensíveis, a reação tende a ser ainda mais rápida e intensa. Casos semelhantes já provocaram pousos de emergência, evacuações e investigações criminais em diferentes países, mesmo quando se tratava de brincadeiras ou mensagens sem intenção real de ameaça.

                        O episódio serve de alerta para passageiros e familiares: alterações em nomes de dispositivos, redes Wi-Fi ou mensagens que possam ser interpretadas como ameaça não são encaradas como piada em ambiente aeroportuário ou a bordo de aeronaves. Em muitos países, esse tipo de situação pode resultar em investigação policial e até responsabilização legal.

                        Embora o voo tenha sido concluído sem incidentes graves, o susto a bordo e a mobilização militar mostram como a aviação opera sob protocolos rígidos quando o assunto é segurança. Em tempos de tensão global, qualquer sinal fora do padrão pode ser suficiente para transformar um trajeto comum em operação de alto risco.




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