Caos aéreo no Carnaval: drones invadem rota de pouso e param o maior aeroporto do país
O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, teve as operações interrompidas duas vezes na tarde deste domingo de Carnaval após a presença de drones nas proximidades das pistas de pouso e decolagem. A medida, considerada obrigatória pelos protocolos internacionais de segurança aérea, foi adotada imediatamente pelas autoridades para evitar qualquer risco de colisão com aeronaves em aproximação ou decolagem. A paralisação afetou diretamente um dos períodos de maior movimento do ano, quando milhares de passageiros se deslocam pelo país e para o exterior durante o feriado prolongado.
Ao longo do episódio, aeronaves que se preparavam para pousar precisaram arremeter ou aguardar em órbita, enquanto outras foram desviadas para aeroportos alternativos, como Viracopos, Galeão e Confins. A interrupção das operações gerou atrasos em cadeia, cancelamentos e remanejamentos de voos, com impacto em conexões nacionais e internacionais. Companhias aéreas acionaram planos de contingência e passaram a reorganizar embarques e desembarques ao longo da noite, numa tentativa de reduzir o efeito dominó provocado pela suspensão temporária do espaço aéreo.
Relatos indicam que mais de um drone foi avistado nas rotas de aproximação, o que elevou o nível de alerta e prolongou o tempo de fechamento do aeroporto. A presença desses equipamentos nas imediações de pistas é considerada uma ameaça grave à aviação comercial, já que mesmo dispositivos de pequeno porte podem causar danos significativos a motores e fuselagens, especialmente durante as fases mais críticas do voo. Por esse motivo, qualquer detecção de objeto não autorizado nas proximidades do aeródromo exige a suspensão imediata das operações até que a área seja considerada segura.
Após varreduras e a confirmação de que não havia mais drones sobrevoando a região, o aeroporto retomou gradualmente as atividades. Ainda assim, o impacto se estendeu ao restante do dia, com passageiros enfrentando filas, mudanças de portão e reprogramações de viagem. Autoridades de segurança e órgãos de controle do espaço aéreo iniciaram procedimentos para identificar os responsáveis pelos voos irregulares, que podem responder a investigações e sanções administrativas e criminais. O episódio reacende o debate sobre fiscalização, punição e tecnologia de monitoramento em torno do uso de drones nas proximidades de aeroportos, especialmente em datas de grande fluxo, quando qualquer interrupção tem potencial para provocar efeitos em cadeia em toda a malha aérea brasileira.
