Casal viaja separado na própria lua de mel. O motivo? Overbooking!

Criado por IA



                    

                Um casal em plena lua de mel foi obrigado a viajar separado por causa de um overbooking quando a companhia aérea vende mais passagens do que o número de assentos disponíveis na aeronave.

                O caso, que gerou críticas à EasyJet, aconteceu com Andy e Katya Wedlake, que viajavam de Londres para Tivat, em Montenegro.

                O casal havia planejado a viagem com antecedência e tinha embarque previsto para as 8h29 da manhã de domingo, 26 de julho. No entanto, ao tentarem realizar o procedimento de embarque, não conseguiram concluir.

                Os dois então se dirigiram ao balcão da EasyJet, onde foram informados de que o voo estava com overbooking, ou seja, havia mais reservas do que lugares disponíveis. A prática, embora possa causar dor de cabeça aos passageiros, é adotada por algumas companhias aéreas, que apostam na possibilidade de parte dos viajantes não comparecer ao voo.

                Naquele momento, porém, havia apenas um assento disponível para o casal. Segundo o relato, não foi apresentada uma alternativa que permitisse aos dois viajarem juntos. Um deles teria que embarcar naquele voo, enquanto o outro seria colocado em uma viagem posterior. Ainda de acordo com o casal, a recusa poderia resultar na perda do direito à remarcação e à compensação da passagem.

                Katya decidiu embarcar, enquanto o marido permaneceu em Londres para viajar no voo seguinte. Os dois só conseguiram se reencontrar cerca de 21 horas depois.

                A EasyJet se desculpou pelo ocorrido e afirmou que casos de overbooking atingem uma pequena parcela dos voos da companhia. A empresa também informou que adota procedimentos para tentar reduzir os impactos aos passageiros quando esse tipo de situação acontece.

                E, por incrível que pareça, recentemente passei por uma situação muito parecida em um voo da LATAM, uma companhia que, na minha experiência, recorre com frequência a esse tipo de procedimento.

                Eu estava em Cusco, no Peru, viajando para Vitória, no Espírito Santo, com conexão no Galeão, no Rio de Janeiro. Ao tentar fazer o check-in, simplesmente não conseguia concluir o procedimento. Pedi ajuda a uma funcionária, que também tentou realizar o processo na máquina, mas não conseguiu.

                Fui então encaminhado ao balcão da companhia, onde fui informado de que meu voo ou, mais especificamente, meu assento estava "bloqueado" e que eu não poderia embarcar naquele momento.

                A funcionária tentou me tranquilizar e disse que faria o possível para "desbloquear" o assento. E conseguiu. Só depois, já com a situação resolvida, ela me confidenciou que o problema estava relacionado justamente a um overbooking.

                E é aí que está uma das partes mais complicadas desse tipo de situação: muitas vezes, o passageiro só descobre que existe um problema quando já está no aeroporto, diante do balcão da companhia e sem saber se realmente conseguirá embarcar.

                Foi exatamente essa sensação que tive em Cusco. Mesmo com a passagem comprada e toda a viagem planejada, naquele momento eu não sabia se conseguiria seguir para casa. A palavra usada pela funcionária foi "bloqueio", e somente depois de conseguir liberar o assento descobri que, na verdade, a situação estava relacionada ao overbooking.

                É uma situação extremamente desconfortável, principalmente quando você está viajando sozinho e não sabe se conseguirá embarcar, quanto tempo terá de esperar ou quais alternativas serão oferecidas pela companhia.

                No caso de Andy e Katya, o problema ganhou um peso ainda maior: eles estavam em plena lua de mel e acabaram separados por quase um dia inteiro por causa de uma situação que, para o passageiro, só aparece quando já está no aeroporto e sem muito espaço para encontrar outra solução.

                Difícil!!!

@Rolecomroger (Instagram)



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